Signals

Data de lançamento
09/09/1982
Gravadora
Anthem Records
Músicas e letras

História do álbum Signals

História do Álbum Signals do Rush

O álbum “Signals” lançado no segundo semestre de 1982 é um divisor de águas na carreira do Rush por uma gama de fatores bem nítidos. Considerando a carreira da banda iniciada oito anos antes com o álbum homônimo Rush, percebemos um álbum de estreia muito bom, com aquela maravilhosa pegada “à la Led Zeppelin canadense”, no entanto, quando nos atemos a questão das letras, é  notório a jovialidade de John Rutsey, Alex Lifeson e Geddy Lee, vejamos alguns refrões: “hey, bebê, eu acho que estou no clima”, ou “(…) realmente preciso ter você ao meu lado, é o único sentimento, gatinha, que eu não consigo esconder”.
Com a chegada de Neil Peart ao Rush, a qualidade técnica foi tão além que é justo inferir que não há escala de unidade de medida comparativa entre Peart com Rutsey. São réguas distintas, e abordando exclusivamente as letras, vemos com Neil letras de: guerras revolucionárias, sagas entre exploradores, governos totalitários num futuro utópico, entidades com forças antagônicas se enfrentando no universo, viajantes buscando a imortalidade da alma e personagens aventureiros folclóricos do imaginário literário.

Letras extraordinariamente criativas fizeram com que Neil Ellwood Peart em oito anos moldasse um universo à parte, mas sem compor uma única música sequer diretamente a um público que certamente já era seu fã, e que sentia o amargor da desolação: os nerds. A primeiríssima (e emblemática) música do álbum Signals, “Subdivisions”, acalentou a todos aqueles que sentiam perdidos na flor da  mocidade, “be cool or be cast out”, seja o descolado ou fique de fora. Dá-nos a percepção de que o uso dos teclados tocados bem demarcados no início, com a letra dirigida ao seu público nerd são fortes indícios de que Signals seria um álbum divisor de águas na carreira do Rush.

2. Um marco na cronologia do Rush

É fundamental termos cautela (muita cautela na verdade) quando formos fazer uma análise temporal da carreira do Rush, porque incorremos na armadilha de sermos anacrônicos ou historicistas, e misturar valores antigos com atuais é o pior que poderia ser feito… vamos seguir aqui uma linha que é recorrentemente aceito até pela própria banda.
Signals marca em definitivo o uso sistemático de teclados, o que levou ao desagrado de uma enormidade de fãs, e até mesmo do “quarto integrante do power trio”: Terry Brown. No documentário Beyond the Lighted Stage Terry é bastante enfático: “eu queria o elemento da base acústica da banda, e eu realmente não queria uma banda eletrônica”, e dessa forma, os integrantes do Rush chegaram a um consenso, e Neil Peart numa viagem dentro do ônibus foi o porta-voz da notícia de que ele não faria mais parte como produtor musical. Agora imaginem ser parte crucial do consagrado álbum anterior Moving Pictures, e dois anos depois ser comunicado que você não faz mais parte do time.

Tirinha tirada do livro Rush Toons By Fantoons Vol. 2112 .

Os integrantes do Rush estavam mergulhados na onda New Wave que varria os anos 80, e bandas como: Ultravox, Midge Ure’s Band e principalmente The Police. Um pequeno adendo, existe um fato curioso que o The Police havia ganho o Grammy de melhor música instrumental em 1982 com a patética “Behind my Camel”, em que YYZ do Rush ficou desonestamente de fora. Segundo relatos do trio inglês, Sting quis enterrar a fita que tinha Behind my Camel.
Bem, retomando o assunto do momento do power-trio, há uma enorme vontade de Neil, Alex e Geddy em dar um passo no desconhecido, pois a banda sempre defendeu que  “não havia nenhum ritmo musical no mundo que não pudesse ser combinado com o Rush”. Segundo Peart, “essas palavras jamais poderiam ser ditas”. Além disso, havia uma necessidade de “se pegar mais leve nos shows”, já que nas últimas turnês, a banda estava mais mecanizada, e a diretriz agora seria mais espontânea. As agendas de shows da turnê Signals chamada “New World Tour” teriam menos tempo de duração, com pausas de três em três meses para descanso, e até mesmo o formato do show ficou mais divertido. O violonista Ben Mink conhecido pelo lindo solo da faixa “Losing it” (falaremos dele mais dela abaixo), foi responsável também por criar uma nova versão melódica da música tema dos “Três Patetas” para aparecer nos telões antes dos shows do Rush. O power-trio também optou por patetices e trocadilhos durante as performances dos espetáculos, substituindo versos de “Spirit of Radio” para “Spirit of Baseball”, e “Temples of Syrinx” para “the plumbers of sinks” (Os encanadores de pia).”

Fly by night

Caress of Steel

A Farewell to Kings

Hemispheres

Permanent Waves

Moving Pictures

Grace Under Pressure

Power Windows

Hold Your Fire

Presto

Roll the Bones

Counterparts

Test for Echo

Vapor Trails

Snakes & Arrows

Clockwork Angels