Moving Pictures

Data de lançamento
12/02/1981
Gravadora
Anthem Records
Músicas e letras

História do álbum Moving Pictures

Moving Pictures

Lançado em 12 de fevereiro de 1981, “Moving Pictures” é frequentemente citado como o ápice da carreira do Rush, representando um equilíbrio perfeito entre complexidade musical e apelo mainstream (ainda que de mainstream o Rush não tenha nada). Naquela época, Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart já haviam solidificado seu status como ícones do rock progressivo, e estavam fazendo uma transição de eras. “Permanent Waves” de 1980 lançado anteriormente, já havia sido a sinalização de um primeiro passo para algumas concessões banda, com um som mais assimilável ao grande público – ainda que neste álbum contivesse “Natural Science” – o solo mais difícil de tocar de acordo com Alex Lifeson.

Moving Pictures apresenta algumas das faixas mais icônicas da banda, incluindo a emblemática “Tom Sawyer” (do Macgyver), “Red Barchetta”, “YYZ” (como esquecer a versão tupiniquim de YYZ no Rush in Rio?), “Limelight” (o drama pessoal dos holofotes na vida de Neil), “The Camera Eye”, “Witch Hunt” e “Vital Signs”. O álbum chegou a se tornar o número 1 no Canadá, e número 3 nos Estados Unidos como no Reino Unido. foi uma grande reviravolta na carreira do Rush quando figurou até mesmo nas paradas das rádios top 40.

A Quase não existência de Moving Pictures e o lendário Le Studio

Quem assistiu ao documentário sobre a carreira do Rush – Beyond The Lighted Stage deve se lembrar da imensa importância de Cliff Burnstein – gerente da Mercury Records Chicago – que em 1974 ao ouvir o primeiro álbum do trio, telefonou imediatamente para o presidente da empresa e disse: “a gente precisa contratar esses caras do Rush”. Pois bem, voltando a 1980,  Neil Peart, Geddy Lee e Alex Lifeson estavam convencidos a  gravarem um disco ao vivo,  mas Cliff chamou os integrantes da banda para irem até Nova Iorque e os convenceu de mudar de ideia. Geddy Lee relata com bastante franqueza em My Effin’ Life que Moving Pictures quase não existiu sem Cliff.

E foi então que os músicos e toda a equipe foram gravar no lendário Le Studio na região em Morin-Heights, bem no centro da região das estações de esqui com vista para a base dos Montes Laurentides. O Rush logo se apegou ao Le Studio, e gravaram ou mixaram cinco álbuns seguintes ali (e partes de outros três). Músicos, produtores, engenheiros de som, instrumento musicais, uma Cocker Spaniel chamada Daisy e uma bola de voley.

A icônica capa de Moving Pictures

A capa de “Moving Pictures” foi mais uma ideal criativa do designer oficial do Rush: Hugh Syme. A imagem é um trocadilho em inglês que não faz sentido em português, já que a cena captura literalmente o conceito de “imagens em movimento” dos funcionários de uma equipe de mudança carregando quadros. Um grupo de pessoas observa a cena “de forma comovida”. “Comovida” neste sentido é “moving”. A imagem foi tirada em frente à Assembleia Legislativa de Ontario (Ontario Legislative Building), em que podemos ver três arcos – possivelmente uma alusão aos três integrantes. Os funcionários carregam quadros que contêm imagens da Joana D’Arc queimada à fogueira – em alusão a penúltima faixa”Witch Hunt”, outra da trivial “Dogs Playing Poker” e mais ao fundo o símbolo do starman, de longe o simbolismo mais forte associado ao Rush.

Em termos de prêmios e reconhecimento, “Moving Pictures” não apenas catapultou o Rush para o estrelato global, mas também permaneceu na Billboard 200 por mais de um ano. Embora não tenha vencido prêmios Grammy específicos, o álbum e suas faixas receberam inúmeras certificações de platina e se mantêm como favoritos perenes entre os fãs e críticos.

Curiosidades sobre “Moving Pictures” são abundantes, incluindo o fato de que “YYZ” é inspirada no código Morse para o Aeroporto de Toronto, refletindo a natureza itinerante da vida em turnê. Além disso, a música “Red Barchetta” foi inspirada por uma história automobilística publicada na revista “Road and Track”.

 

“Moving Pictures” é, indiscutivelmente, uma peça central na discografia do Rush e um álbum que continua a inspirar e emocionar, tanto músicos quanto fãs, décadas após seu lançamento.

Fly by night

Caress of Steel

A Farewell to Kings

Hemispheres

Permanent Waves

Signals

Grace Under Pressure

Power Windows

Hold Your Fire

Presto

Roll the Bones

Counterparts

Test for Echo

Vapor Trails

Snakes & Arrows

Clockwork Angels