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Oppenheimer: o Projeto Manhattan pela visão do Rush

Starman

Tema de um dos filmes mais aguardados no ano esteve presente em canção do power-trio

Autores: Tânios Acácio e André Toga Machado
Data: 20 de julho de 2023

(…) Imagine a place
Where it all began
They gathered from across the land
To work in the secrecy of the desert sand
All of the brightest boys
To play with the biggest toys
More than they bargained for

Imagine um lugar
Onde tudo começou
Eles se reuniram de todo o país
Para trabalhar em segredo nas areias do deserto
Todos os meninos mais brilhantes
Para brincar com os maiores brinquedos
Mais do que esperavam

A figura histórica de Oppenheimer

Não há dúvidas de que Oppenheimer é uma das grandes promessas cinematográficas para o ano de 2023. A trama é baseada na vida de J. Robert Oppenheimer, um físico nascido nos Estados Unidos em 1904, e um dos cientistas responsáveis pelo Projeto Manhattan, o primeiro projeto militar estadunidense com objetivo da criação de bombas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial. Oppenheimer foi escolhido para liderar o laboratório secreto em Los Alamos, no estado do Novo México, onde cientistas e engenheiros construíram as bombas que seriam lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945.

Quase quatro décadas posteriormente, já com o fim do conflito, outras tensões mundiais seriam estabelecidas com o início da Guerra Fria, e o imaginário dramático no cenário global seria substrato para obras como: o clássico nos quadrinhos: Watchmen (1986), no cinema (“O Início do Fim” – 1989), além de criações literárias, artísticas e musicais como a música Manhattan Project do álbum Power Windows do Rush em 1985.

Power Windows: a visão do Rush

O mundo moderno sempre fascinou Neil Peart, Alex Lifeson e Geddy Lee, e foi essa a matéria-prima para a criação do tema central de Power Windows. Com a imensa influência de diferentes estilos musicais contemporâneos, como pop, art rock, e reggae, a banda resolveu incorporá-los, e decidiram inovar contratando o produtor e engenheiro de som inglês Peter Collins para produzir o álbum. Junto ao engenheiro de som Jim Barton, o Rush saía – pela primeira vez desde o álbum Hemispheres – do Canadá para gravar um álbum, sendo também o primeiro álbum a ser lançado diretamente em CD.

Aos 10 anos de idade, mais ansiedade foi semeada no meu espírito quando comecei a ouvir falar da crise de mísseis em Cuba (…) a coisa mais assustadora que eu já tinha visto na vida eram os macacos voadores de O Mágico de Oz”. – Neil Peart em suas memórias sobre tensões bélicas entre os países.

Leo Skinner – baixista e vocalista da Chorus – relembra a importância do ouvido técnico do produtor Peter Collins.

“O resultado final de Power Windows soou tão caro quanto tudo isso parece, mas carecia grandemente de poder, o que era a intenção desde o início. O Rush decidiu que suas prioridades eram mais sobre prazer auditivo, um certo tipo de composição sem ego, mas ainda assim progressiva, de forma mais sutil” diz o jornalista Martin Popoff.

Power Windows, ou Janelas do Poder, foi um álbum conceitual inovador. Tratando da temática do Poder, várias músicas de profundo significado fazem parte desta obra dos canadenses.

Manhattan Project

A letra de “Projeto Manhattan” é rica em referências precisas, resultado de uma extensa pesquisa realizada por Neil Peart, que se dedicou a ler uma série de livros para assegurar a precisão dos fatos apresentados.

A música destaca momentos históricos como o fim da Segunda Guerra Mundial, o trabalho dos cientistas tanto dos Aliados quanto do Eixo e a localização em Los Alamos, onde ocorreram as atividades do projeto.

De forma imparcial, a música aborda tema das armas nucleares, evitando uma posição política direta e enfatizando a importância histórica do acontecimento. A canção também traz elementos marcantes, como um refrão intenso e acelerado que contrasta com os versos mais contemplativos.

Mike Portnoy – ex-baterista do Dream Theater – destacou os elementos orquestrais que Peter Collins trouxe para a música, algo semelhante ao que ele tinha feito com a banda Air Supply previamente. “Eu acho que foi a primeira vez que o Rush trabalhava com uma orquestra…o que trouxe um elemento muito legal para o arsenal da banda”, disse Portnoy.

Rush: Song by Song

“Minimalista”, como o autor Alex Body destaca em seu livro Rush: Song by Song . A faixa exemplifica as ousadas decisões de produção e arranjo que o Rush estava adotando. Surpreendentemente, em várias seções da música, não há presença de baixo ou guitarra, mantendo um arranjo persistente e minimalista.

Em uma seção instrumental, as linhas melódicas são executadas por uma seção de cordas, demonstrando a experimentação e inovação presentes no trabalho do Rush.

“Projeto Manhattan” é uma canção que encapsula a história e o poder de forma impactante e complexa, levando os ouvintes a refletir sobre as consequências e implicações desses eventos históricos.

Farejamos Portal Rush Brasil


Farejamos as fontes em:
Neil Peart. Música para viagem: a trilha sonora da minha vida e do meu tempo – volume 1 . Editora Belas-Letras.
Rush Song By Song, Alex Body
Rush Album By Album, Martin Popoff

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