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A Show of Hands

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A Show of Hands

Esse ano o tema da Rush Fest 2022 foi o álbum “A Show of Hands” e, por isso, resolvemos mergulhar mais a fundo na obra. Essa preciosidade tem 33 anos de idade, e é a junção principalmente de duas turnês dos álbuns “Power Windows” e “Hold Your Fire”, com músicas embebidas pelos sintetizadores e teclados dos anos oitenta, com o toque peculiar do  produtor Peter Collins

Relembramos as marcantes: “Force Ten” – composta em parceria com Pye Dubois – o mesmo músico que escreveu “Tom Sawyer” com Neil Peart; “Middletown Dreams” – que descreve uma história de sonhos grandiosos,  “Lock and Key” – canção baseada no auto julgamento moral da raiva; “Prime Mover” – composição alicerçada nos desdobramentos de princípios aristotélicos; e obviamente “Time Stand Still”, uma linda viagem pela dimensão tempo, com a imaginação desejosa de que o tempo pare por um breve instante.

Mesmo que as letras tenham se mantido profundas como nos álbuns anteriores, houve uma mudança significativa nesse período: a MTV dominou o universo do show business, e delineou as diretrizes do entretenimento, exigindo que as bandas entregassem produtos de apelo audio-visual para seu público. No entanto, o power trio quis investir o tempo e dinheiro em shows ao vivo, o que obviamente teve um preço alto a ser pago.

Vejamos alguns casos. A música “Force Ten”. foi bem aceita pelos ouvintes de rádio, mas não alçou voos maiores sem a produção de um clipe . “Time Stand Still” saiu em vídeo (com aqueles efeitos visuais flutuantes à la Chapolim Colorado), no entanto, a verdade é que a banda levou eternas sete semanas até chegar as telinhas. O clipe da canção “Lock and Key”, ainda que tenha uma letra linda, desagradou mais do que agradou. Para se ter uma dimensão, do que ocorreu, Douglas Maher, um dos maiores especialistas sobre Rush, no livro “Rush Album by Album“, enfatiza com uma frase forte de que a banda “cometeu um suicídio” com a demora do lançamento dos clipes”, e com tudo isso, o clima esquentou em definitivo com as produtoras Mercury e Polygram.

Diante desse imenso desafio na carreira, Alex Lifeson, Geddy Lee e Neil Peart, precisaram se reinventar, e sim, conseguiram com o lançamento de “A Show of Hands” em 1989, investindo em entretenimento e no aparato tecnológico. As imagens nos telões de bonecos-poligonais a caminho de um espetáculo, com a trilha sonora de fundo dos “Os Três Patetas” divertiram imensamente a audiência presente, enquanto o produtor musical Jim Burgess, conseguiu convencer o cantor-baixista-tecladista  de que as complexidades  presentes nas gravações de estúdio poderiam ser recriadas ao vivo. Veja o que Geddy Lee disse a respeito no site oficial do Rush:

É muito importante para mim fazer isso, e não para outra pessoa. É uma linha tênue, mas eu ainda tenho que estar no lugar certo na hora certa. Se eu acertar um sequenciador tarde, a culpa é minha. Dessa forma, ainda estou no controle, e minha organização e ritmo precisam ser impecáveis”.  – Geddy Lee, 1989. 

Fonte: https://www.rush.com/albums/a-show-of-hands/

O resultado de tanto empenho foi que “A Show of Hands” alcançou a 21ª posição na Billboard 200, e rendeu incontestavelmente um disco de platina no Canadá e um disco de ouro nos Estados Unidos. Bravo!

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